Localizada junto à antiga Rodovia Sâo Paulo - Rio, a 24 km de São Paulo, na velha aldeia de São Miguel, erguida em terras que foram de Ururaí irmão de Tibiriçá. Essas terras foram concedidas em sesmaria, em 1580, aos índios cristãos que abandonaram Piratininga. Ficou aos cuidados dos Jesuítas e, a partir de 1698, dos capuchinhos.

A construção, ou melhor, a reconstrução da Capela toda em taipa de pilão em 18 de julho de 1622, foi inspirada perlo Padre João Alvares e executada pelo bandeirante Fernão Munhoz, provavelmente no mesmo local onde havia um a Capela mais antiga construída pelos jesuítas nos primeiros tempos da colonização, em 1560, e que tinha como santo padroeiro São Miguel Arcanjo que emprestou seu nome ao bairro.

Na época de reconstrução da Capela, São Miguel Paulista já não era mais um aldeamento de índios como no início da sua fundação, mas já adquiria as características de um povoado de brancos, daí talvez a necessidade de reconstruir a sua Capela nos moldes mais adequados à celebração da liturgia católica para atender a demanda de uma crescente população de homens brancos.

Trata-se de um exemplar de arquitetura jesuítica dos primeiros tempos, de linhas sóbrias e regulares. Depredada várias vezes, foi restaurada de 1939 a 1940. Considerada por Lúcio Costa “as mais antigas e autênticas expressões conhecidas de arte brasileira” a capela velha de sao miguel é considerada por diversos historiadores como a mais antiga igreja construída na cidade de são paulo.

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