projeto 'Antinovela'
Assim como
os espaços urbanos vêm sido desenhados para afetar nossos
sentimentos - para conduzir nossas trajetórias, para nos colocar
em um estado de espírito que nos conduza mais ao consumo do que
ao lazer, mais à passividade do que ao ato crítico - seja
através da arquitetura ou de um conhecimento especializado de como
reagimos a estes espaços, o espaço público das TVs
também está sendo tomado por (antigas e novas) estratégias
de controle e consumo.
Nos subúrbios
das grandes cidades brasileiras ou no interior do Amazonas, 89% da população
brasileira está assistindo TV (fonte:IBGE). Temos no Brasil mais
TVs do que geladeiras. Do índio ao político, todos assistimos
à vida da classe média carioca, o drama da imigração
paulista, a bravura dos sulistas, a malemolência das meninas do
nordeste. A falta de diversidade de gênero, raça e classe
na TV não é fenômeno novo ou apenas brasileiro, mas
se confunde com as raízes coloniais e ditadoriais do país.
Como usar um testemunho cotidiano para resistir criativamente ao seu discurso?
Mapeamento cultural comunitário e o re-pensar dos espaços
públicos (da TV à casa)
"A
relação entre narração e identidade cultural
não é somente expressiva, ela pode ser construtiva: não
existe identidade cultural que não seja contada." José
M. Marinas ("la identidad contada")
Através da criação de uma (anti/web) novela pretende-se
reapropiar os sentidos e propósitos de uma narrativa coletiva,
autônoma e diversificada, mostrando que a linguagem da telenovela
pode ser decodificada e subvertida com a ajuda de experimentos cartográficos
que promovam ativamente uma narrativa emocional e íntima, ao invés
dos tradicionais clichês do gênero.
É desta forma que propomos a contrução de um cenário
(mapa) em que diferentes narrativas possam co-existir, se cruzando ou
não em suas trajetórias não mediadas. Os protagonistas
dessa novela seriam os próprios participantes da oficina. Pretende-se
encorajar os jovens a produzir depoimentos em áudio e vídeo
para comunicar emoções, sentimentos, memórias e expectativas
ao engajar com diferentes aspectos do cenário urbano que habitam:
o projeto Caju, a casa, a rua, comércios, estações
de trens etc. Ao moverem pela cidade, um mapa irá emergir que desenhará
a psicogeografia de seu ambiente. Este será o cenário da
novela.
Todos os
depoimentos serão transcritos e publicados no blog do projeto http://autolabs.midiatatica.org.
Focando em emoções como segurança, medo, ansiedade,
raiva, alegria e confronto, em combinação com informações
de seu uso: lugares para se socializar, áreas a serem evitadas,
lugares de comida barata etc, o mapa (hot site) mostrará as áreas
cobertas através de links. A navegação através
do site será a meta-narrativa, e esta dependerá do caminho
percorrido.
Com os filmes
e áudios produzidos e publicados, espera-se que uma nova visão
de mídia seja despertada, refletindo sobre as telenovelas e a vida
diária, os meios de comunicação de massa e os sistemas
de controle e poder. Assim como o entendimento de sua história
de vida como processo histórico dinâmico e único.
Assim como
os espaços urbanos vêm sido desenhados para afetar nossos
sentimentos - para conduzir nossas trajetórias, para nos colocar
em um estado de espírito que nos conduza mais ao consumo do que
ao lazer, mais à passividade do que ao ato crítico - seja
através da arquitetura ou de um conhecimento especializado de como
reagimos a estes espaços, o espaço público das TVs
também está sendo tomado por (antigas e novas) estratégias
de controle e consumo.
Nos subúrbios
das grandes cidades brasileiras ou no interior do Amazonas, 89% da população
brasileira está assistindo TV (fonte:IBGE). Temos no Brasil mais
TVs do que geladeiras. Do índio ao político, todos assistimos
à vida da classe média carioca, o drama da imigração
paulista, a bravura dos sulistas, a malemolência das meninas do
nordeste. A falta de diversidade de gênero, raça e classe
na TV não é fenômeno novo ou apenas brasileiro, mas
se confunde com as raízes coloniais e ditadoriais do país.
Como usar um testemunho cotidiano para resistir criativamente ao seu discurso?
Mapeamento cultural comunitário e o re-pensar dos espaços
públicos (da TV à casa)
"A
relação entre narração e identidade cultural
não é somente expressiva, ela pode ser construtiva: não
existe identidade cultural que não seja contada." José
M. Marinas ("la identidad contada")
Através da criação de uma (anti/web) novela pretende-se
reapropiar os sentidos e propósitos de uma narrativa coletiva,
autônoma e diversificada, mostrando que a linguagem da telenovela
pode ser decodificada e subvertida com a ajuda de experimentos cartográficos
que promovam ativamente uma narrativa emocional e íntima, ao invés
dos tradicionais clichês do gênero.
É desta forma que propomos a contrução de um cenário
(mapa) em que diferentes narrativas possam co-existir, se cruzando ou
não em suas trajetórias não mediadas. Os protagonistas
dessa novela seriam os próprios participantes da oficina. Pretende-se
encorajar os jovens a produzir depoimentos em áudio e vídeo
para comunicar emoções, sentimentos, memórias e expectativas
ao engajar com diferentes aspectos do cenário urbano que habitam:
o projeto Caju, a casa, a rua, comércios, estações
de trens etc. Ao moverem pela cidade, um mapa irá emergir que desenhará
a psicogeografia de seu ambiente. Este será o cenário da
novela.
Todos os
depoimentos serão transcritos e publicados no blog do projeto http://autolabs.midiatatica.org.
Focando em emoções como segurança, medo, ansiedade,
raiva, alegria e confronto, em combinação com informações
de seu uso: lugares para se socializar, áreas a serem evitadas,
lugares de comida barata etc, o mapa (hot site) mostrará as áreas
cobertas através de links. A navegação através
do site será a meta-narrativa, e esta dependerá do caminho
percorrido.
Com os filmes
e áudios produzidos e publicados, espera-se que uma nova visão
de mídia seja despertada, refletindo sobre as telenovelas e a vida
diária, os meios de comunicação de massa e os sistemas
de controle e poder. Assim como o entendimento de sua história
de vida como processo histórico dinâmico e único.